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sábado, 18 de dezembro de 2010

Modernismo empírico

 

No período do Renascimento (séculos 15 e 16), o mundo assistiu a profundas transformações no campo da política, da economia, das artes e das ciências. O Renascimento retomou valores da cultura clássica (representada pelos autores gregos e latinos), como a autonomia de pensamento e o uso individual da razão, em oposição aos valores medievais, como o domínio da fé e a autoridade da Igreja.
No campo político, o principal autor do Renascimento foi
Maquiavel, autor de "O Príncipe". Maquiavel elaborou uma teoria política fundamentada na prática e na experiência concreta. Durante o período medieval, o poder político era concebido como presente divino e os teólogos elaboraram suas teorias políticas baseados nas escrituras sagradas e no direito romano.
Uma outra obra representativa desse momento filosófico é o "
Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdã. Ao elaborar uma obra ao mesmo tempo literária e filosófica, Erasmo usa a palavra para afirmar valores humanos e denunciar a hipocrisia, ridicularizando papas, filósofos ou príncipes. As mudanças dessa época de crise prepararam o caminho para o despontar do racionalismo clássico.

David Hume, empirista

 

Racionalismo clássico

O século 17 foi um dos períodos mais fecundos para a história da filosofia. Marcado pelo absolutismo monárquico (concentração de todos os poderes nas mãos do rei) e pela Contra-Reforma (reafirmação da doutrina católica em oposição ao crescimento do protestantismo), essa época acolheu as grandes criações do espírito científico, como as teorias de Galileu Galilei e o experimentalismo de Francis Bacon.
Recusando a autoridade dos filósofos que o antecederam,
René Descartes foi o maior expoente do chamado "racionalismo clássico" - uma época que deu ao mundo filósofos tão brilhantes como Blaise Pascal, Thomas Hobbes, Baruch Espinoza, John Locke e Isaac Newton.
Embora sempre tenha sido objeto da reflexão dos filósofos, o problema do conhecimento tornou-se mais agudo a partir do século 17. Com os filósofos modernos (em oposição aos
filósofos medievais e os da Antiguidade), a teoria do conhecimento tornou-se uma disciplina filosófica independente. O pensamento passou a voltar-se para si mesmo. O pensamento (sujeito do conhecimento) passou a ser também o seu objeto. Em outras palavras: o homem começou a pensar nas suas próprias maneiras de pensar e entender o mundo.

Racionalismo e empirismo

Os filósofos formularam basicamente duas respostas diferentes para a questão do conhecimento - o racionalismo e o empirismo.
Para os racionalistas, como René Descartes, o conhecimento verdadeiro é puramente intelectual. A experiência sensível precisa ser separada do conhecimento verdadeiro. A fonte do conhecimento é a razão.
Para os empiristas, como John Locke e David Hume, o conhecimento se realiza por graus contínuos, desde a sensação até atingir as idéias. A fonte do conhecimento é a experiência sensível.

O iluminismo

No século 18, a razão é vista também como guia para a discussão do problema moral (o problema da ação humana) e o filósofo é entendido como aquele que faz uso público da razão, ao usar sua liberdade de pensar diante de um público letrado.
Immanuel Kant foi um filósofo de grande reputação, um dos maiores pensadores da filosofia do Iluminismo (movimento cultural do século 17 e 18, caracterizado pela valorização da razão como instrumento para alcançar o conhecimento).
Como autêntico representante da filosofia do século 18, era defensor incondicional do papel da razão no progresso do homem. Ao buscar fundamentar na razão os princípios gerais da ação humana, Kant elaborou as bases de toda a ética que viria a seguir. A formulação do famoso "imperativo categórico" guiou seu pensamento no campo da moral e dos costumes. Kant criou duas obras magistrais, a "Crítica da Razão Pura"(1781) e "Crítica da Razão Prática" (1788).
O Iluminismo foi também a filosofia que norteou a
Revolução Francesa, e teve em filósofos como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Denis Diderot seus grandes expoentes.

 

Um pouco de filosofia em preto e branco

 

 

Era 1º dia de IGOR na faculdade. Acordou cedo, depois de uma noite mal dormida devido a ansiedade do dia seguinte. Esperava a anos o que agora estava prestes a acontecer. Já de manhã tomou seu banho no chuveiro frio de sua casa. Havia um problema no chuveiro que não aquecia a água direito. Ao entrar em seu quarto, pegou sua melhor camiseta no guarda-roupas, vestiu uma calça transada e foi para a cozinha ainda descalço tomar seu café e calçar seu tênis vermelho ao mesmo tempo. Engoliu aquele pão adormecido com manteiga e café, pois parecia que sua preocupação era experimentar o seu novo tênis ainda mais que era seu primeiro dia na faculdade.
IGOR se interessava muito por literatura estrangeira e história do Brasil, costumava fazer os trabalhos de Inglês e literatura para seus irmãos além de cumprir com suas próprias obrigações escolares. Era um rapaz dedicado e estudioso. Mas não se dava muito bem com números. Nove horas, a buzina tocara lá fora e o coração do rapaz de 18 aninhos bateu forte e ele ainda não tinha arrumado sua mochila com seu material escolar.
coruja

Pegou depressa um caderno e uma caneta, colocou dentro de uma mochila preta de duas cordas que se coloca nas costas e foi para fora de casa onde o carro de LEONARD está parado a espera-lo. Bateu a porta do Chevete azul, sentou-se no banco da frente e com um CD todo rabiscado na capa, insistiu para o amigo colocasse a faixa 5 para que escutassem. Era daqueles rocks pesados, LEONARD assustou-se perguntando ao amigo que CD era este pois ele sabia que IGOR jamais gostava daquele estilo musical. IGOR permaneceu calado escutando seu som inerte ao espanto do amigo. No caminho da faculdade mais duas paradas. A primeira era para comprar alguma coisa para comer, pois LEONARD ao contrário do amigo não havia comido nada. Pararam perto de uma padaria onde LEONARD comprou biscoitos recheados para irem comendo durante o trajeto. A segunda vez que pararam foi para mexer com duas garotas que estavam no ponto de ônibus em direção da faculdade. Claro, deram uma carona para as duas.
Toda essa cena chata e cheia de detalhes era para explicar como nasceu um crítico que resolveu escrever suas considerações a respeito da vida, do pensamento humano e da filosofia. Desejarei fazê-lo aqui de forma aplausiva obedecendo regras que foram para mim construídas e desconstruídas. Aliás, onde caberia criar regras em meu próprio livro? Ainda mais sabendo que as regras são, de fato, criadas por alguém no intuito de se fazer manter qualquer outro pensamento, seja ele qual for.
Pretendi escrever um tratado cheio de conceitos que eu mesmo construí e outros que desconstruo no decorrer do texto, portanto o leitor terá total liberdade, se assim o entender melhor, concordar ou não.

Existem muitos IGOR’s e LEONARD’s em nós, tão diferentes um do outro, não me refiro somente na condição financeira que eles se diferenciam, mas também na valorização de valores e conquistas que ambos fizeram ou procuram fazer. Mas de uma coisa podemos garantir que eles tem em comum: o objetivo.
Onde não há objetivo, não há possibilidades. Quando nos dedicamos a algo, estamos traçando metas, ações, formas de fazer, para se chegar onde desejamos. O objetivo é um desejo que temos transformado em idéias, pensamentos, projetos e ações. É somente através do desejo que vivemos, compramos, comemos, amamos, que somos seres humanos.
No decorrer desta obra vamos analisar o que nos faz desejar, o que nos impulsiona, o que nos influencia e, se conseguirmos retirar tudo o que nos é oferecido pelos outros, o que nos é colocado, imbutido em nós, poderemos então perceber, de fato, quem realmente nós somos. Este é o caminho para se conhecer a si. Esvaziando-se de tudo e qualquer outro pensamento colocado em nós, que muitas vezes se tornam partes de um todo.
Entender o homem não é fácil, entender os sonhos, anseios não será difícil se sabemos conhecer a nós mesmos. Não vamos esquecer que podemos aprender com os outros, isso não significa que vamos pensar como ele, mas sim, vamos construir coisas tendo como base o desejo despertado pelo outro. O outro nos desperta o desejo. E o desejo é incontrolável.

                                                                                                        Tony Queiroga

 

Freedom – não há razão da existência sem liberdade.